Rotas conhecem riquezas produzidas em comunidades apodienses nesta sexta-feira

Nesta sexta-feira, 25, continua a peregrinação pelas comunidades potiguares que guardam riquezas agroecológicas produzidas de maneira limpa e sustentável, num modelo baseado na agricultura familiar. Neste terceiro dia todas as Rotas da Caravana Agroecológica e Cultural de Apodi conhecem diversas experiências vividas nas comunidades rurais de Apodi.

A Rota Padre Pedro vai até a Comunidade Sítio Carpina, onde famílias produzem grande diversidade de culturas agrícolas como hortaliças, frutas, cereais, além de criarem animais de pequeno e grande porte. A elevada produção de frutas levou um grupo a investir na construção de uma unidade industrial para beneficiamento das frutas, surgindo assim, grande produção de polpas de frutas dos mais variados tipos. No entanto, as dificuldades e desafios são diários colocando em risco o funcionamento da unidade. Já na comunidade Baixada Fechada I, os participantes conhecem a plantação de arroz vermelho, feijão, milho, sorgo, além do cultivo em quintais de frutas, hortaliças e criação de animais. O mel também faz parte da produção local.

O P.A. Milagres é o único assentamento do Brasil 100% saneado, com reaproveitamento da água na produção de culturas silvícolas, alimentícias e forrageiras, proporcionando a segurança alimentar das famílias da comunidade. É para lá que segue a Rota Ronaldo Valença, que também vai visitar a produção de mel de abelha no P.A. Laje do Meio.

A Rota Romana Barros conhece o Assentamento Moacir Lucena, que se destaca pela organização de grupos de mulheres e jovens. Por lá, há a experiência do Manejo Sustentável da Caatinga, iniciado em 2002. Além de produção de polpas de frutas, o mel tem ganhado força nos últimos anos com o aperfeiçoamento de técnicas e manejo adequado. Já na Agrovila Palmares, o grupo de mulheres “Juntas Venceremos” tem se destacado na luta e resistência ao projeto do Perímetro irrigado da Chapada do Apodi. A comunidade produz frutas e polpas, que são comercializados pela Rede Xique-Xique de Comercialização Solidária.

Assim como em Palmares, o assentamento Oziel Alves também tem oferecido resistência na implantação do projeto de irrigação. A Rota Zé Maria do Tomé segue para lá e conhece as experiências dessas famílias camponesas que produzem agroecologicamente e resistem ao agronegócio que deve se instalar com a implantação do Perímetro Irrigado.

A Rota Margarida Alves vai para Tabuleiro Grande, onde uma Associação de Produtores e Produtoras e um Grupo de Mulheres vivem de maneira organizada realizando diversas ações e debates, tanto na produção como na organização social. No P.A. Sítio de Góis, em Apodi, um grupo de seis famílias vem trabalhando um consórcio de culturas de sequeiro (algodão, milho, feijão, gergelim, sorgo, jerimum, etc), quintais produtivos, vegetação do bioma caatinga e caprinocultura.

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